domingo, 28 de outubro de 2012



Aos cinqüenta anos a visão que se tem da vida assume um caráter de “balanço geral”. É impossível seguir em frente sem comparar as mudanças de comportamento que marcaram as décadas vividas. No meu caso foram necessárias cinco décadas pra constatar que o mundo está ficando um lugar cheio de gente muito chata. As exigências com tudo que é politicamente correto, com a boa forma e com a boa saúde me irritam um pouco.
Quem nasceu na década de sessenta herdou um mundo em plena transformação, as pessoas buscavam novas formas de vida, questionavam velhos conceitos e tentavam romper com os moldes impostos por uma sociedade extremamente conservadora. Aparece então “a juventude transviada” e o cigarro está em todas as bocas, como símbolo e modernidade, charme e emancipação.
 Na década seguinte esses conceitos, que inauguraram grandes mudanças, somaram-se a outros movimentos e a sociedade assume outra forma. As pessoas, especialmente os jovens buscavam verdades mais filosóficas e menos materialistas. Aparecem as drogas e os hippies que achavam ingenuamente que estavam construindo um mundo melhor, livre de preconceitos. O lema era paz e amor.
Na década de oitenta, tudo isso começa a ficar fora de moda e a grande mudança fica por conta da busca da realização profissional e começam a aparecer os yuppies, que bem mais conservadores que os hippies valorizam os bens materiais e, sobretudo, o sucesso profissional.
Os jovens deixam para trás o conceito de “sociedade alternativa” e passam a ter um comportamento mais individualista e mais competitivo. O lema agora é: “money, money, money”
Na década de noventa alguns yuppies ainda sobrevivem, mas assumem um perfil mais irreverente e bem humorado; uma produção descontrolada de publicitários começa a enfestar o mercado de trabalho e sem lema algum e os jovens começam a se dividir em tribos.
Aparece então todo tipo de babaca: gótico, punk, grunge, e encabeçando a lista dos imbecis, os novos Skinheads.  Nesta época, o feminino assume um perfil mais despojado e o masculino não é mais tão viril como era no tempo da vovó.
No começo do novo milênio a sociedade começa a buscar outros valores e a aparência passa a ser extremamente valorizada. A inteligência, o raciocínio, a sensibilidade e a civilidade são deixados um pouco de lado.
O Axé está em alta e começam a aparecer músicas com letras monossilábicas de significado, forma e conteúdo questionáveis como: “Aê aê aê aê, ê ê ê ê, oeo, oeo, oeo, eo. Ê, olha eeeeo, olha eeeeo aqui”. Jovens sarados e bombados e poposudas balançando seus traseiros avantajados e ofensivamente duros, começam a ocupar grande espaço na mídia e preenchendo nossas telinhas, que em breve serão bem maiores de led ou plasma.
Hoje em dia, o Axé nem pensa em acabar; os bundões continuam na mídia e foram batizados com nomes de frutas: é mulher jaca pra cá, mulher melancia pra lá, e tem até mulher samambaia, para aqueles que ao invés de comer, preferem deixar num canto só para enfeitar o ambiente.
 Homens frutinhas também começam a “pipocar” pra tudo quanto é lado, esses receberam o rótulo de metrossexual, que juram que não são veados, mas não têm certeza se são homens. Eles flutuam num vácuo entre fazer parte de uma torcida organizada ou fazer uma progressiva no cabeleireiro mais famoso da cidade.   
Num desmembramento da busca pela aparência perfeita, surge a obsessão pela saúde e com ela o Dr. Drauzio Varella, que chega para acabar com a festa dos remanescentes da década de sessenta e setenta; ou seja, eu.
Ele sai do Carandiru e vai direto para a Rede Globo de Televisão a fim de nos transformar em pessoas cada vez mais culpadas pela vida errante que estamos levando.
O Dr. Drauzio consegue me entristecer; ele transformou meu prazer em culpa, além de me dar nítida impressão de que tenho feito tudo errado até agora: eu durmo errado, sento errado, me movimento errado, como errado, bebo errado; enfim, eu vivo errado.
Segundo o modelo de vida sugerido pelo Dr. Drauzio Varella fica proibido para todos da raça humana: beber, fumar e fritar; ou seja, tudo que eu costumo fazer aos finais de semana. E agora? O que eu faço com o meu sábado e meu domingo? Será que terei que cortar também as amizades que me acompanham nesses péssimos hábitos?
Corta a bebida, corta a fritura, corta o cigarro, corta os amigos; corta os pulsos de uma vez!
Sem amigo, sem cigarro, sem bebida, sem aperitivos, sem salgadinhos; vida sem sal e sem açúcar; restando-me apenas um ensopadinho de repolho e claro, a solidão, pois quem vai querer me acompanhar num ensopadinho de repolho?
O Dr. Drauzio também sugere que o cigarro seja substituído por cenoura, pepino e água. Hummm, agora sim eu largo esse vício! Que delícia! Como não pensei nisso antes?
De repente o cigarro passou a ser a maldição do século XXI. Os fumantes passaram a ser os malditos sem vergonha e sem direito a nada.
Primeiro veio a segregação e o mundo ficou dividido em ala de fumantes e ala de não fumantes. Até aí, tudo certo, afinal ninguém é obrigado a suportar o hábito alheio, até porque, fumante nunca gostou de não fumante; menos ainda de ex-fumante. Depois criaram o tal do fumódromo, que nada mais era que um recinto isolado e feio, cuja decoração se resumia a um cinzeiro gigante, geralmente sujo e onde, na maioria das vezes, não eram oferecidos nem bancos ou cadeiras para o execrado fumante sentar-se enquanto saciava seu vício. O pobre fumante tinha que permanecer em pé, sem direito ao mínimo de conforto naquele espaço restrito, que demonstrava claramente a falta de consideração que o mundo já começava a ter por ele.
Hoje, acabaram até com os fumódromos e fumar só é possível em lugares totalmente descobertos; ou seja, o fumante desrespeitado, maldito e execrado fica exposto a todo tipo de intempérie: chuva, sol, tempestade de areia, tempestade de neve, vendaval, chuva de granizo, avalanche, tsuname, terremoto, furação, etc. Que se dane, ele fuma mesmo!
Aos poucos a sociedade está colocando o fumante pra fora: pra fora do restaurante, da lanchonete, dos cafés e até das tabacarias; pra fora das lojas, das ruas, dos bairros, das cidades, do país e finalmente do mundo. Já estou vendo a hora que vão criar um planeta pra enviar os fumantes; aliás, acho que essa obsessão frenética dos cientistas em descobrir novos planetas é pra isso, para enviar os fumantes pra lá.  Quero só ver como é que nós vamos fazer para vir comprar cigarro aqui na Terra.
De uma hora pra outra, o fumante passou a ser amaldiçoado e não há espaço e nem perdão para ele. Todo mundo merece perdão, menos o fumante. Até quem torturou e matou durante o regime militar foi anistiado e teve seus direitos garantidos, mas fumante não; esse tem que se ferrar. Às vezes acho que nem Jesus Cristo teria perdoado os dois ladrões se soubesse que eles eram fumantes. Em vez de: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”, o mesmo ladrão, depois de confessar que era fumante ouviria: “Em verdade te digo, “fumantis fedorentus”. Hoje, não irás comigo a parte alguma, pois no paraíso não encontrarás ala de fumante. Acho melhor que vás para o inferno mesmo e vê se morre de boca fechada, baforentus”.
Neste século, os fumantes foram condenados por todos a todo tipo de humilhação, andam por aí à deriva numa sociedade que os excluiu e os marginalizou e que resolveu acabar com quem fuma, mas nunca pensou em acabar com o cigarro.
O poder público achou mais eficaz fazer o processo inverso: acabar com o fumante que dá prejuízo para os cofres públicos antes de acabar com os fabricantes de cigarros que dão grande lucro aos cofres públicos.
O fato é que nós, cinquentões fumantes estamos ofendidos diante da falta de respeito com que somos tratados. Tudo bem, cigarro é mesmo uma merda, mas eu não sou. Eu sou uma cidadã digna, mereço e exijo respeito. Respeitem meus cabelos brancos e, sobretudo meus pulmões pretos; afinal eu sou de um tempo em que fumar era bonito; balançar a bunda e os seios siliconados em rede nacional é que era feio. Eu sou de um tempo em que falar em rede nacional que faz sexo anal era extremamente feio, mas fumar era charmoso.
Hoje, tudo mudou, as pessoas podem falar sem o menor constrangimento que “dão o cu”, agora, experimenta falar que é fumante pra ver o que acontece, neguinho te chama de indecente, depravada, devassa etc.
De repente os conceitos se invertem e eu é que sofro preconceito por acender um simples cigarrinho de tabaco?
Eu não estou fazendo apologia ao cigarro, muito menos questionando os males causados por ele; eu sei que os especialistas têm razão ao alertar que cigarro causa vários tipos de câncer, enfarto, derrames, enfisemas etc. Tudo isso já foi mais que comprovado e exaustivamente divulgado, inclusive na própria embalagem de cigarros o fumante pode contar com um leque de fotos desagradáveis e de profundo mau gosto, que em nada contribuem para a decisão de parar de fumar. Pulmão preto, feto no vidrinho, pé podre, neguinho entubado, rato morto e torso costurado de nada sevem para quem ainda não decidiu ou não se sente apto a parar de fumar.
Também não discuto e nem ouso discordar dos terapeutas quando alegam que cigarro é uma droga e é uma forma de fuga; aliás, sobre esse assunto posso dar meu testemunho e citar um caso clássico de cigarro como forma de fuga, pois conheci uma senhora, cujo marido saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou; ele fugiu e largou a pobrezinha com um casal de filhos. Ah! Se ele não fumasse talvez as coisas teriam sido diferentes, talvez ele nem tivesse pensado em fugir, maldito cigarro!  
 Brincadeiras à parte, o fato é que já estão discutindo a descriminalização da maconha e daqui a pouco até maconheiro vai ter mais respeito e mais espaço no mundo do que fumante. Até maconheiro vai poder existir e se ver no direito de olhar para o “desprezível” fumante e dizer: sai pra lá com esse cigarro, por favor, não quero ser um fumante passivo. Como diria minha avó, mó! (depois eu explico esse mó).
Antigamente, quando a gente via alguém fumando um baseado era comum dizer: “olha, aquele cara é maconheiro”; hoje os maconheiros olham para gente com cara de nojinho e falam: “olha, aquela véia é fumante”.
Hoje a sociedade tem mais preconceito de fumante que de maconheiro. Não tenho absolutamente nada contra os maconheiros, mas eles alimentam o tráfico enquanto os fumantes alimentam a Souza Cruz e a Phillip Morris, que pagam altos impostos; portanto nada mais justo que os fumantes, que sustentam empresas que pagam altos impostos para o governo, tivessem direito, pelo menos a uma ala de fumantes no mundo.
 Minha revolta será completa se um dia criarem uma ala de maconheiros e outra de não maconheiros nos bares e restaurantes e nem quero pensar na possibilidade de se criar um maconhódromo. Aí sim eu vou sair desvairada quebrando tudo, até lá, o melhor que eu tenho a fazer é me conformar com os rumos injustos que as “coisas” tomaram e começar a considerar a possibilidade de parar de fumar para poder viver mais, melhor e em sociedade.

* mó: interjeição polivalente, importada da Itália e adotada por minha avó para exprimir inconformismo, espanto, absurdo ou constatação do óbvio ululante. * 

sábado, 20 de outubro de 2012



Toda mulher merece uma biba. É incrível, mas somente uma boa biba pode fazer com que uma mulher se sinta realmente mulher; homem nenhum tem esse poder. Só uma biba sabe nos dar o devido valor, a atenção merecida e a dedicação que nós mulheres esperamos, muitas vezes em vão, dos homens.
Ter uma biba amiga é ter orientação. A biba te situa, te corrige, te aplaude e te repreende quando todos estão com “peninha” de você.
Com franqueza contundente, a biba é capaz de criticar sua roupa, seu cabelo, suas atitudes e sua postura sem jamais te ofender ou diminuir.  Ela espera e exige mais de você, pois acredita e sabe que você pode dar.
Uma biba franca vale mais que qualquer manual de comportamento ou consultoria de moda. A bibaantecede”, está ligada no que acontece e no que ainda vai acontecer. Ela tem sexto, sétimo e oitavo sentidos e não pensa duas vezes antes de mandar pro quintos dos infernos todos aqueles que ela pressente que te farão algum mal. A biba te protege e te alerta.
Dizem que quando Deus fecha uma porta Ele abre uma janela, pois bem, minha janela tinha o nome de Silvio. Quando todas as portas pareciam se fechar bem na minha cara, Silvio chegou colorido, alegre, esfuziante e ensolarado. Através dele pude enxergar muitas coisas que ainda não tinha visto no mundo e em mim mesma.
Essa janela me deu a visão das possibilidades.
Silvio é a biba do meu coração; só ele foi capaz de me entender numa fase em que eu mesma não me entendia.
Divertido, inteligente, sagaz e disposto, Silvio tinha sempre a solução; dormiu várias noites em minha casa só para me fazer companhia ou cuidar de Bruno quando eu tinha trabalho para fazer.
Enquanto eu passava a noite redigindo um jornal que ia ao ar às seis da manhã, Silvio e Bruno aprontavam de tudo naquele apartamento: faziam bolo de madrugada e acabavam com a cozinha, jogavam videogame e discutiam o tempo todo, assistiam a filmes de aventura com direito à pipoca e inventavam brincadeiras ativas e barulhentas.
Silvio promovia todo tipo de bagunça para deixar Bruno feliz e isso era tudo que o menino precisava naquela fase.  
Era comum ouvir alguns berros de Silvio dizendo: Bruno, “traz” água pra Tata. Ah, menino, obedece a Tata.
Bruno rindo muito atendia ao comando. Era muito bom ter minha casa alegre novamente.
 A energia de Silvio tomava conta de todo o ambiente. Eu me sentia segura e tranqüila e podia trabalhar despreocupada, pois sabia que meu filho estava em boas mãos.
Toda a dedicação e carinho que Silvio dispensava a mim e a Bruno tinha um preço: torta de atum. Silvio era apaixonado por minha torta de atum e praticamente me obrigava a fazê-la todas as vezes que estava em casa.
Ele gostava mais de torta de atum que as Tartarugas Ninjas gostavam de pizza.
Era lei: todo final de semana eu tinha que fazer a “bendita” torta de atum e vê-lo devorá-la se derretendo em elogios, o que me deixava muito contente, afinal era o mínimo que eu podia fazer por ele.
Dei a receita dessa torta mais de mil vezes para Silvio, mas ele sempre dizia que a minha era melhor. Eu sabia que aquilo era um truque, mas fingia acreditar e continuava a presenteá-lo com minhas tortas.
Silvio estava sempre em casa e participava da minha vida como fazem os bons amigos.
Saíamos juntos aos finais de semana e tínhamos um barzinho de nossa preferência. Falávamos sobre livros, música e dança uma de suas paixões. Também conversávamos muito sobre nós mesmos, gostávamos de nos confessar.
Ele era um aplicado aluno de ballet e adorava fazer coreografias malucas para as músicas de Caetano Veloso, especialmente, Estrangeiro. Suas coreografias quase sempre me matavam de rir. Era muito engraçado ver minha sala sendo ocupada por um metro e noventa de pura palhaçada.   
Minha amizade com Silvio ficou mais estreita na ocasião da morte de meu pai; foi nesta fase que ele generosamente se aproximou de mim, pois sabia que eu estava frágil e  precisaria dele.
Já no velório ele compareceu e deixou claro que eu poderia contar com sua amizade.
Sua presença voluntária e sóbria naquele velório: um metro e noventa trabalhados na mais pura elegância negra, conquistou não somente minha amizade, mas também minha admiração.
O corpo de meu pai foi velado na capela do hospital onde ele morreu. A equipe médica que cuidou dele era constituída por muitos de seus amigos que quiseram prestar a última homenagem. Assim, abriram a pequenina capela do hospital para que o corpo de meu pai fosse velado.
A capelinha era ligada a um amplo saguão, que foi pequeno para acomodar tantas pessoas que vieram para a despedida de meu amado pai.
A noite era fria, chuvosa e triste e eu sentia uma dor em meu peito que nunca havia experimentado antes e jamais poderia imaginar que alguma coisa ou alguém pudesse arrancar de mim um sorriso naquela hora. Minha tristeza era imensa e parecia irreversível.
Vi de longe quando Silvio chegou ao velório, foi muito bom ver aquele rosto amigo se aproximando e assim como eu, todas as pessoas perceberam sua chegada, afinal não se tratava de uma pessoa comum; era a versão dark de Silvio; e isso era grande e escuro demais para passar despercebido numa aglomeração brasileira. Algumas pessoas juraram que Darth Vader tinha estado no velório de meu pai, mas eu sabia que se tratava de Silvio, meu grande amigo.
 Consternado pela minha dor, Silvio chegou ao velório compenetrado. Nunca tinha visto aquela biba tão sóbria e tão séria.   
Velório lotado, os amigos e parentes estavam muito triste pela grande perda. A morte de meu pai pegou todos nós de surpresa. É sempre difícil “acreditar” na morte, mais ainda quando ela chega de repente.
Eu estava sentada ao lado do caixão, com meu coração em pedaços e tentando agüentar a dor que me abatia. Recebia os pêsames de todos com o corpo anestesiado pela dor de minha alma.
Silvio, com todos os seus sentidos alerta, percebeu a dimensão de meu sofrimento e também quis mostrar o seu pesar. Ele se aproximou de mim como se eu fosse a única naquele lugar e com muita disposição preparou um forte abraço, o que com certeza me confortaria.
No ímpeto do abraço confortante, a “pequena biba” inclinou seu “pequeno corpo” para frente, projetando assim sua “pequena bunda” para trás e o improvável aconteceu: uma das coroas de flores que homenageava meu pai veio abaixo, produzindo um barulho inesperado e nada apropriado para o momento. Todos os olhares se voltaram para aquela criatura, que definitivamente não precisava de mais nada para chamar a atenção do que tudo aquilo que a natureza já havia lhe dado.
A expressão no rosto de Silvio eu jamais vou esquecer. Seu constrangimento e sua cara de “e agora” ainda guardo na lembrança.
Silvio estava desconcertado e pedia desculpas até ao defunto, ao mesmo tempo em que se apressava para catar do chão a coroa derrubada.
Eu, que achava que nunca mais sorriria me vi sorrindo. Um sorriso espontâneo, um sorriso possível em meio a tanta dor.
Somente Silvio poderia ter conseguido tal mágica, somente ele era dono de tanto poder. Mais uma vez, através dele, minha janela, vislumbrei por um instante fugaz a possibilidade de sorrir novamente.
Obrigada, amigo.
     

ps. Silvio vive hoje em Nova York. É um profissional bem sucedido e ainda mantemos contato e nos falamos sempre que possível. Ele é o primeiro a ler tudo que escrevo.